quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A religião no Egito e na Babilônia


Desde Babel o homem foi conhecendo cada espaço deste mundo, com a ajuda dos rios Tigre e Eufrates isto tem acontecido com o passar dos tempos, povos diferentes se encontravam.

Povos diferentes, cultos e deuses variados, alguns em forma de animal.

O Egito era um exemplo de cultos a vários deuses, de entender e explicar religiosamente o esplendor das civilizações.

A religião no Egito: No antigo Egito os cultos eram de natureza local com divindades representadas sob a forma de animais e ao passar os anos os deuses foram ganhando formas e aparências diferentes, parte humana e parte animal.

A religião dos egípcios eram praticados em grupos isolados, sem liturgia ou corpo de doutrinas. A confiança dos egípcios nos deuses era tão grande que a dependência de um equilíbrio dos cosmos; estrutura da sociedade; felicidade na vida; sobrevivência após a morte era tudo posto nas mãos dos desuses.

Faraós – filhos dos deuses: O faraó e seus subordinados tinham os conhecimentos da astronomia e geometria onde previam a possibilidade de aproveitamento das enchentes do Nilo, para garantir sucesso nos empreendimentos agrícolas. Tudo realizado junto as orações aos deuses (garantia de vida melhor) e confirmado a filiação divina do faraó, como mediador dos deuses entre o povo.

A religião do Estado: Os faraós eram tidos na Terra para manter continuidade da organização cósmica, assim gera uma intercessão faraônica pautada em cima dos fatos acontecidos ou previstos. Era o reforço das orações na Terra, através da pessoa do faraó por isso, cabia aos reis a filiação divina. Principais deuses solares – Ra, Amon-Ra e Aton.

O faraó era responsável por construir templos, presidir cultos, organizar ritos funerários em obediência a deusa Maat, que representava equilíbrio, verdade e justiça.

As grandes pirâmides e templos já construídos remontam a 4 e 5 dinastia (2613 – 2345 a. C.).

A noção de um deus primordial: Quando modificava a dinastia criava uma mudança na dinastia onde haviam alterações nos cultos. Quando predominava o poder central, prevalecem os deuses-cósmicos; ao ressurgir a força popular revitalizam-se os deuses locais.

Ftá era o criador que coexistia com mais oito deuses primordiais entre os quais, Aton. Representando a inteligência e a vontade; Horus representava o horizonte; Osíris era tido como um faraó que ressuscitou nos braços da esposa Ísis e foi vingado pelo filho de Horus.

Todos os vestígios encontrados desde 2050 a. C. , acham-se nos demais papiros que compõem o tão famoso livro egípcio, livro dos mortos.

A religião na Babilônia: A formação religiosa do Egito são os mesmos aplicados na Mesopotâmia.

Durante anos o poder religioso era submetido aos comandos do soberano, após a separação entre a ordem pública e religiosa, torna-se um princípio através do Código de Hamurabi ( século XVIII a. C.), a não participação do monarca nos atos religiosos.

Os deuses: “Entre os homens e as divindades erguia-se um complexo sistema de relações, no qual se incluía o culto, o exorcismo e a magia”. (Cabral, pág. 32)

A religião de Marduk: Reforma política, religiosa de Hamurabi (1792 – 1750 a. C.), Marduk, que era deus da Babilônia foi elevado a deus principal. Senhor da sabedoria pois tinha um dom de cura e vida superior. A figura de Marduk possuía duas personalidades a de filho do sol e deus da magia.

Diversos

Os Zigurath – Construções compostas por patamares superpostos, tinham acessos a monumentos através de escadas externas. Faziam a ligação entre o céu e a terra sendo que, era baseado a narrativa bíblica sobre a torre de babel.

O mundo dos mortos – “O mundo dos mortos consistia num universo de sombras que se esvaíam, prisão sem saída, sinistro reino de Nergal”. (Cabral, pág. 35)

O culto – Oração, e liturgia, comunicação com os deuses. Estátuas representavam as divindades, ornadas em ouro e prata e banquetes servidos na mesa do altar seguidos de rituais. Eram oferecidos carnes de carneiro, vaca e porco, peixes e legumes também. Bebidas servia o hidromel, vinho e cerveja.

A oração – Falada ou cantada, em solo ou coro, onde expressava-se toda admiração dos celebrantes a divindade e suplicava os pedidos por meio de intercessão. Exemplo de oração está em Salmo 115. 4, 5.

Horóscopo – “Evolução dos calendários que tinham as obrigações, abstinências e oportunidades para cada pessoa, de acordo com os meses ou período do ano. Os horóscopos nada tem de científicos, na realidade são ordenanças ou previsões demoníacas”.  (Cabral, pág. 36)

Os demônios – Ligados ao pecado ou acontecia por ação do mal instigados por feiticeiros. Acabavam culpando os deuses por demônios estragarem suas vidas.

O exorcismo – Eram feitas com o intuito de afastar as forças maléficas e abolir as causas do mal , (“ os asipu”).

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:- Religiões, seitas e heresias. Cabral, J.; Editora Universal Produções – indústria e comércio, 4º edição. 1980, Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

Professora Sandra – autora do blog

Nenhum comentário:

Postar um comentário