quinta-feira, 11 de agosto de 2016

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dicas: professores e seus alunos


Prepare-se

Às vésperas da primeira aula, um professor pode ter algumas reações desagradáveis como: ansiedade e medo.

O novo professor também pode acreditar que é tímido e ter dúvidas quanto ao seu desempenho em sala, são reações freqüentes.

Na minha opinião, isso decorre de uma avaliação distorcida que fazemos: imaginamo-nos dando aulas e as coisas dando errado, só que não incluímos na avaliação a preparação que iremos fazer. Você pode considerar os medos e ansiedades como procedentes, se você fosse dar aulas naquele momento. Inclua uma preparação no caminho entre o agora e o momento das aulas e você vai perceber que as emoções vão se modificando à medida que você vai se preparando.



1) Planeje bem as aulas

Faça um planejamento detalhado do que vai fazer, em conteúdo e estrutura, o que vai por no quadro, o que vai dizer. Improviso é para quando você estiver mais maduro e mais à vontade.

 2) Ensaie

Dê as aulas antes, para ninguém, para o espelho ou para um conhecido. Se com este, peça para ele criticar e lhe indicar as oportunidades de melhoria. Grave-se ou filme-se dando aulas e depois escute ou veja procurando oportunidades de melhoria (faça isso antes que a realidade lhe mostre). Procure variar o tom de voz, é mais difícil prestar atenção a uma voz monótona. Repita e/ou enfatize com a voz algumas passagens mais importantes.  



3) Prepare-se emocionalmente

Emoções geralmente contém uma mensagem. Na véspera da minha primeira aula, senti verdadeiro pânico. Depois descobri que isso era uma mensagem de que eu devia me preparar melhor.

Na seção Inteligência Emocional tem uma matéria sobre como lidar produtivamente com medos. Pratique-a algumas vezes que depois você acaba fazendo-a automaticamente, e terá uma boa ferramenta para o resto da vida.



4) Ajuste as expectativas

Cuidado com a auto-expectativa irreal de que você tem que saber tudo e responder a tudo. Já vi um professor contar que disfarçava seu não-saber indicando ao aluno o exercício de buscar a resposta.  Você tem que saber o conteúdo e mais um pouco. Quando me perguntavam coisas que eu não sabia, fora da matéria, eu simplesmente dizia que não sabia. Se achasse importante, podia até procurar, mas não era a regra. Um aluno uma vez até disse me admirar por isso! O que lhe dá credibilidade, talvez a mais importante característica de um professor, não é saber tudo, porque isso não é possível, mas sim dizer o que é, quando sabe, dizer que acha que é, quando não tem certeza, e dizer que não sabe, quando realmente não sabe. Isso é que o torna confiável.

 5) Segure as rédeas da turma

Um ponto essencial em classe é você reconhecer e saber que você é a autoridade. Os alunos testam os limites para saber como se portar e usam o que acontece como referência para o que vão fazer. Se alguém conversar alto e você não fizer nada, abre caminho para que aconteça de novo. E se você disser que vai mandar alguém embora se atrapalhar e o fizer duas ou três vezes, vai ter um padrão que permite aos alunos prever o que vai acontecer, e aí não vai precisar mandar ninguém embora. O importante aqui é você ter bem claro para si mesmo o que quer e saber que é o responsável por fazer isso acontecer.Por outro lado, é importante preservar um bom e amigável relacionamento com os alunos, senão te "fritam" e você não consegue alcançar o objetivo. Assim, um dos objetivos iniciais é construir um bom relacionamento com a turma e com os alunos, o que vai lhe permitir depois chamar a atenção deles sem que eles achem que você os odeia. Para isso, procure os lados bons de cada um:  um é estudioso, o  outro é cordial e respeitoso, todos têm qualidades, e você é que tem que percebê-las. Se tiver que fazer algo drástico, como mandar alguém embora, faça-o na boa, sem "matar" o relacionamento com ninguém. O que você diz é  secundário; a maneira como o diz é muito mais significativa. Nosso papel em sala é análogo ao de uma boa enfermeira, que não liga se o doente é chato ou não, ela tem uma missão e precisa fazer o que é preciso para cumpri-la, e precisa então relevar, ignorar e esquecer as coisas que a tiram do foco e não contribuem para os objetivos.



6) Coloque-se no lugar do aluno

Um exercício muito bom que você pode fazer é, estando relaxado, visualizar-se sentado numa das carteiras, na posição de aluno. Experimente e descubra as vantagens. Uma professora de Biologia que conheço prepara as aulas assim: lê a matéria, monta o quadro na mente e se coloca na posição de um aluno para verificar se está bom. Outra coisa boa é lembrar-se de suas próprias experiências como aluno, como o que gostava nos professores e como se relacionava com eles, o que sentia, como se motivava, influência dos colegas.  

 7) Tímido, eu?

E se você acredita que é tímido, permita-me não acreditar nisso, garanto que tem situações em que você não age timidamente. É uma situação nova e requer preparação, e uma vez preparado o suficiente, você vai se sentir mais confiante e com vontade, sabendo que vai fazer um bom trabalho ou pelo menos que fez o seu melhor para isso, e vai continuar melhorando na medida de sua dedicação. Para isso você só precisa de foco: durante um tempo, priorizar a nova atividade e dedicar todo o tempo possível.
 

8) Melhore-se




Para o futuro, mantenha ao lado, leia e procure aplicar as idéias de livros de didática, em particular os de PNL. Recomendo:

- Treinando com a PNL (O'Connor e Seymour)

- Enfrentando a Audiência (Robert B. Dilts)

- Aprendizagem Dinâmica I e II (Dilts e Epstein)

- Almanaque do Professor - Modelos, técnicas, estratégias e muitas outras idéias que juntei e que podem lhe inspirar.

 

Ponha na cabeça e no coração que haverá sempre algo a mais para se aprender, seja com livros, com colegas, consigo mesmo, com o coordenador ou com feedbacks de alunos. Descobrir que não sabe algo é um avanço, lembre-se disso. E, como disse o Millôr, "Aula em que o professor não aprende nada é uma aula inútil".

Boa sorte! E uma frase que vi algures para fechar: "Quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho!"

 

 

Virgílio Vasconcelos Vilela - autor do texto
Professora Sandra - autora do blog

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

As misteriosas e sempre interessantes, as pirâmides


A religião no Egito e na Babilônia


Desde Babel o homem foi conhecendo cada espaço deste mundo, com a ajuda dos rios Tigre e Eufrates isto tem acontecido com o passar dos tempos, povos diferentes se encontravam.

Povos diferentes, cultos e deuses variados, alguns em forma de animal.

O Egito era um exemplo de cultos a vários deuses, de entender e explicar religiosamente o esplendor das civilizações.

A religião no Egito: No antigo Egito os cultos eram de natureza local com divindades representadas sob a forma de animais e ao passar os anos os deuses foram ganhando formas e aparências diferentes, parte humana e parte animal.

A religião dos egípcios eram praticados em grupos isolados, sem liturgia ou corpo de doutrinas. A confiança dos egípcios nos deuses era tão grande que a dependência de um equilíbrio dos cosmos; estrutura da sociedade; felicidade na vida; sobrevivência após a morte era tudo posto nas mãos dos desuses.

Faraós – filhos dos deuses: O faraó e seus subordinados tinham os conhecimentos da astronomia e geometria onde previam a possibilidade de aproveitamento das enchentes do Nilo, para garantir sucesso nos empreendimentos agrícolas. Tudo realizado junto as orações aos deuses (garantia de vida melhor) e confirmado a filiação divina do faraó, como mediador dos deuses entre o povo.

A religião do Estado: Os faraós eram tidos na Terra para manter continuidade da organização cósmica, assim gera uma intercessão faraônica pautada em cima dos fatos acontecidos ou previstos. Era o reforço das orações na Terra, através da pessoa do faraó por isso, cabia aos reis a filiação divina. Principais deuses solares – Ra, Amon-Ra e Aton.

O faraó era responsável por construir templos, presidir cultos, organizar ritos funerários em obediência a deusa Maat, que representava equilíbrio, verdade e justiça.

As grandes pirâmides e templos já construídos remontam a 4 e 5 dinastia (2613 – 2345 a. C.).

A noção de um deus primordial: Quando modificava a dinastia criava uma mudança na dinastia onde haviam alterações nos cultos. Quando predominava o poder central, prevalecem os deuses-cósmicos; ao ressurgir a força popular revitalizam-se os deuses locais.

Ftá era o criador que coexistia com mais oito deuses primordiais entre os quais, Aton. Representando a inteligência e a vontade; Horus representava o horizonte; Osíris era tido como um faraó que ressuscitou nos braços da esposa Ísis e foi vingado pelo filho de Horus.

Todos os vestígios encontrados desde 2050 a. C. , acham-se nos demais papiros que compõem o tão famoso livro egípcio, livro dos mortos.

A religião na Babilônia: A formação religiosa do Egito são os mesmos aplicados na Mesopotâmia.

Durante anos o poder religioso era submetido aos comandos do soberano, após a separação entre a ordem pública e religiosa, torna-se um princípio através do Código de Hamurabi ( século XVIII a. C.), a não participação do monarca nos atos religiosos.

Os deuses: “Entre os homens e as divindades erguia-se um complexo sistema de relações, no qual se incluía o culto, o exorcismo e a magia”. (Cabral, pág. 32)

A religião de Marduk: Reforma política, religiosa de Hamurabi (1792 – 1750 a. C.), Marduk, que era deus da Babilônia foi elevado a deus principal. Senhor da sabedoria pois tinha um dom de cura e vida superior. A figura de Marduk possuía duas personalidades a de filho do sol e deus da magia.

Diversos

Os Zigurath – Construções compostas por patamares superpostos, tinham acessos a monumentos através de escadas externas. Faziam a ligação entre o céu e a terra sendo que, era baseado a narrativa bíblica sobre a torre de babel.

O mundo dos mortos – “O mundo dos mortos consistia num universo de sombras que se esvaíam, prisão sem saída, sinistro reino de Nergal”. (Cabral, pág. 35)

O culto – Oração, e liturgia, comunicação com os deuses. Estátuas representavam as divindades, ornadas em ouro e prata e banquetes servidos na mesa do altar seguidos de rituais. Eram oferecidos carnes de carneiro, vaca e porco, peixes e legumes também. Bebidas servia o hidromel, vinho e cerveja.

A oração – Falada ou cantada, em solo ou coro, onde expressava-se toda admiração dos celebrantes a divindade e suplicava os pedidos por meio de intercessão. Exemplo de oração está em Salmo 115. 4, 5.

Horóscopo – “Evolução dos calendários que tinham as obrigações, abstinências e oportunidades para cada pessoa, de acordo com os meses ou período do ano. Os horóscopos nada tem de científicos, na realidade são ordenanças ou previsões demoníacas”.  (Cabral, pág. 36)

Os demônios – Ligados ao pecado ou acontecia por ação do mal instigados por feiticeiros. Acabavam culpando os deuses por demônios estragarem suas vidas.

O exorcismo – Eram feitas com o intuito de afastar as forças maléficas e abolir as causas do mal , (“ os asipu”).

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:- Religiões, seitas e heresias. Cabral, J.; Editora Universal Produções – indústria e comércio, 4º edição. 1980, Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

Professora Sandra – autora do blog