segunda-feira, 23 de maio de 2016

Pais brilhantes


Sonhamos pelas nossas crianças e jovens e damos de tudo mais é errado proporcionar estas coisas aos filhos de gerações atuais.

Damos TVs mais sofisticadas para distrair nossos filhos, damos computadores, celulares de última geração, será que é uma boa idéia? “Criamos um mundo artificial para as crianças e pagamos um preço caríssimo. Produzimos sérias consequências no território da emoção, no anfiteatro dos pensamentos e no solo da memória deles.” (Cury, Augusto, pág. 10)

Pais filhos não se falam mais cada um fazem suas responsabilidades, cada um vão para seus lados. Os pais vão para o trabalho, os filhos para a escola e além disso, os pais costumam matricular seus filhos em demais cursos, onde ocupem o restante de de espaço vazio que tenham nas suas vidas e assim, esquecer de distrair como nossos pais, errando em meio as nossas brincadeiras de crianças ou juvenis. Pais tem medo do mundo de hoje e procuram erguer paredes de todos os lados dos seus filhos.

Na escola, entre professores e alunos, um é para o outro desconhecido pois não acontece aquela empatia onde um vive o que o outro está sentindo. Se escondem atrás de livros, apostilas, computadores. O sistema educacional é falho e não toma providencias para conquistar um espaço educacional forte e com vontade de interagir a mercê da educação. As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos mais não sabem lidar com fracassos e falhas; Aprendem a resolver problemas matemáticos mais não sabem resolver seus conflitos; São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mais a vida é cheia de contradições onde as questões emocionais não podem ser calculadas, nem tem conta exata. (pág. 11)

Indago: os jovens estão preparados para lidar com decepções?

As crianças e a juventude de hoje não interessa-se em adquirir sabedoria, pra quê? Tudo que importa para eles é a diversão pois os pais já sobrecarregam cada um com tantos e tantos cursos que a parte  do cérebro jovem tenta de todas as formas livrar-se das responsabilidades e divertir-se, faz parte da vida deles as brincadeiras e diversões. Pra que sabedoria se temos a informática, onde os jogos onlines, redes sociais, são mais interessantes.

Somos máquinas e queremos que nossos filhos o sejam também. Não existe lembranças, passado, onde tudo pode ser reconstruído, ainda melhor.

“O passado é sempre reconstruído com micro ou macrodiferenças no presente.” (pág. 12)

Não formamos mais pensadores para uma nova era, um novo século, mais sim, pilhas de pedras onde tudo gera em cima de coisas mecanizadas, já pré-determinadas, sem interrogatório do que cada criança e jovem deseja ser, ao crescer. Nossa memória é um depósito de coisas e informações inúteis.

Pais imaginam que seus filhos estão sendo formados, professores estão estressados e cansados de fazer seu trabalho em dobro, quero dizer, professores fazem o seu trabalho que é ensinar e o trabalho dos pais que é educar. E além do mais, os jovens e até mesmo nossas crianças, conhecem mais o mundo mas, não sabem do mundo que vive dentro deles, do mundo que são.

A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional. Os jovens e crianças, raramente, pedem perdão, reconhecem seus limites, e não se colocam no lugar dos outros. Qual é o resultado? (pág. 13)

Depressão, obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade e outros transtornos são razões pelas quais pais devem preocupar-se e posicionar na linha de cuidados com os filhos, no sentido de dá-lhe carinho, atenção e escute o que tem para dizer.

Soluções para todos os problemas educacionais que funcionem  dentro da vontade de mudança. As teorias funcionam da boca pra fora mais queremos observar a prática onde professores deixem de se estressar e focalizem no preparo educacional de cada jovem, de cada criança, alimentando-as com pensamentos de incentivo fecundos na crença de que cada um pode ser o que realmente almeja. Precisamos ser educadores muito mais diferenciados dos anteriores pois os desafios de formar novos seres humanos inteligentes e felizes, com capacidades de sobrevivência numa sociedade perdida em informações que se misturam. A perfeição é Deus mas somos pessoas com serenidade para esvaziar-se e assim, aprender o que foi esquecido.

A maioria dos pais costumam dar presentes mais o correto é oferecer a seus filhos uma vida pelo gosto dos estudos, não desejar serem consumidos pelas vendas da mídia. Para isso seja corajoso (a) ao falar de tudo ao seu filho, procure ser um livro aberto, fale das suas tristezas, alegrias, sofrimentos, vida afetiva, enfim, tudo para deixar seus filhos adequados ao mundo e não fazer com que o mundo molde seus filhos. Seja humano a ponto de transforma a relação pais e filhos. Os filhos registram nos pais o lado negativo e positivo, eles observam tudo ao seu redor e acabam sendo um reflexo deste comportamento por ser certo pra eles. Se você fala para não fazer algo, você como mãe e pai, deve comportar-se em não fazer o que disse ao seu filho pois eles acabaram confusos.

A individualidade deve existir, ela é o alicerce da nossa identidade, da nossa personalidade. Mais esta individualidade é utilizada no sentido de registrarmos quem somos neste mundo e aos nossos filhos devemos sentar e conversar sobre isso.

Devemos estimular nossos jovens a procurar alimentar o lado da inteligência e da emoção, saberem escolher alimentos que façam estimular todo este lado psíquico. Muitos jovens tem adoecidos por não saberem escolher o que comer, quais escolas estudar, o que devo estudar primeiro e tudo isso porque pais e mais pais insistem na “proteção de estudar tudo e mais um pouco” sendo que, não foi passado a estes jovens, da parte de seus pais o porquê devo insistir nestes estudos. A questão é cada pai e mãe se abrir para seus filhos, em primeiro, e depois confiar no que foi moldado através das experiências de seus pais. O mundo é um depósito de guerras e conflitos embasadas em competições, já a sociedade, uma fábrica de estresse. “Nós os geramos e os colocamos desde cedo em contato com um sistema social controlador.” (Foucault, 1998, pág. 21)

Vamos preparar nossas crianças e nossos jovens  para SER e o mundo se encarrega de através das lutas e conquistas, o TER.

Não permita que o emocional das crianças e dos jovens se tornem uma lata de lixo, onde é invadida por pensamentos negativos, por manias, pelos medos, pelas reações impulsivas e pelos apelos sociais. Seja um encorajador de cada jovem para que, saibam proteger a si destes pensamentos que faz-nos caminhar para trás.

“O eu que representa a vontade consciente ou a liberdade de decidir, tem de ser treinado para tornar-se líder e não um fantoche.” (pág. 22)

A questão é sempre estar perguntando aos seus filhos: Está acontecendo algo, meu filho? Precisa de seu pai, de sua mãe? Alguém tem te maltratado? Se tem algum problema, diga-me pois sou seu pai (sua mãe) e estou aqui para dar-te forças, viu!?

Lembre-se: o pessimismo é um câncer da alma e para enfrentar temos que armazenar um verdadeiro otimismo onde é construído pelo enfretamento dos problemas e não pela nossa negação de tudo que o mundo nos apresenta.

Devemos desenvolver a sensibilidade da consciência crítica para que nossos jovens cresçam sob orientação de adultos brilhantes. O crescimento da fidelidade, honestidade, capacidade de questionar e argumentar, de pensar antes de reagir e tendo sempre a responsabilidade de ser coerentes com as obrigações. Somos geradores de idéias que devem ser implantadas sempre de forma harmoniosa, a ponto de, deixar que nossas crianças e jovens sejam comprometidos e corretos nas ações e atos do dia a dia, principalmente, educacional.

Seja ousado, criativo, dinâmico, pronto para receber todas as perguntas que nossos queridos jovens fazem, com muita frequência. Deixe seu filho ou filha pensar sobre seu comportamento, ver se está errado ou certo. Seja educado ao chamar a sua atenção. Grosseria só atraí grosseria. Nós adultos precisamos ter paciência para entender a vida jovem, afinal, já passamos por isto e transmitir essa paciência aos jovens pois eles são acelerados. Querem tudo pra já. Não seja apenas um pai ou mãe trabalhadores fiéis, encantem e estejam ao lado do filho quando a oportunidade estiver ao lado. Os pais podem ser grandes empresários, ter muitos funcionários mais tem que conquistar o seu primeiro desafio, seu filho. Ouvi-lo, dialogar e entender um ao outro, para assim, fazer com quem está na escola: diretor, professor, coordenador pedagógico. Pai e filho precisam ser um espelho, pois os dois são reflexo um do outro.

Desenvolva a motivação em você e no seu filho; faça crescer a ousadia em você e no seu filho; faça crer que necessitamos da paciência para conquistarmos; precisamos de determinação pois é assim que desenvolvemos e fazemos crianças e jovens desenvolver; todos são capazes, juntos devemos superar os desafios e os erros; e somos habilidosos, pais e filhos, então desenvolva a capacidade em criar mais não matriculando em muitos cursos e sim, sendo um perfeito contador de histórias para seus filhos.

“A capacidade de reclamar é o adubo da miséria emocional e a capacidade de agradecer é o combustível da felicidade.” (pág. 30)

O desenvolvimento de sermos pais brilhantes, professores brilhantes, contribui para o desenvolvimento da solidariedade, companheirismo, prazer de viver, otimismo, inteligência interpessoal, criatividade, inventividade, perspicácia, raciocínio esquemático, capacidade de encontrar soluções, apreço pela vida, esperança, perseverança, motivação, determinação, capacidade de questionar sobre o certo e o errado, onde as superação de obstáculos serão vencidos.  E com isso deve-se fazer a única viagem que nunca pagamos, uma volta por dentro de nós.
Os pais nos dias de hoje falam demais e isso quebra os laços que fazemos num intuito de mostrar o quanto devemos ser fortes e determinados para viver as qualidades do mundo em nós e não, viver as qualidades que o mundo deposita em nós.







 
LIVRO PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES
AUTOR AUGUSTO CURY
EDITORA SEXTANTE
 

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